Em razão das  necessidades impostas por cenários de instabilidade econômica, bem como devido à concorrência que, a cada dia, fica mais acirrada, é bastante comum que as empresas, e, consequentemente, os seus modelos organizacionais, visem uma maior rentabilidade para os seus acionistas, assim como a clareza nos modelos de gestão a serem aderidos pelo negócio. Nesse sentido, é muito provável que você já tenha ouvido falar sobre a governança corporativa, pois, atualmente, é uma ferramenta bastante essencial e indispensável ao mundo corporativo contemporâneo. Caso você não conheça a governança corporativa ou não saiba como aplicá-la, fique tranquilo, o Grupo Tozzi irá ajudá-lo. Iremos apresentar os aspectos gerais sobre o tema e o porquê de ser tão relevante atualmente.

Conhecendo a governança corporativa: aspectos geraisConhecendo a governança corporativa: aspectos gerais

O mundo dos negócios é permeado pelos mais diversos conceitos, e, dessa forma, a governança corporativa pode ser abordada de diferentes formas. Entretanto, ainda assim é possível estabelecer uma definição mais precisa acerca do termo. O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), órgão que é referência no assunto que estamos abordando, entende que a governança corporativa deve ser compreendida como um sistema a partir do qual uma empresa é dirigida, incentivada, bem como monitorada. Envolve-se os acionistas e cotistas, bem como o Conselho de Administração, a Diretoria, a Auditoria Independente e o Conselho Fiscal. São partes essenciais à governança corporativa.

As boas práticas de governança corporativa visam agregar mais valor ao seu negócio, assim como visa facilitar o seu acesso ao capital e contribuir para com a longevidade da empresa. Em outras palavras, pode-se afirmar que a governança corporativa reúne um conjunto de práticas, e, desse modo, dentre as suas principais finalidades tem-se como objetivo a melhoria dos processos da empresa como um todo, uma maior integração entre os ramos hierárquicos da organização, e, principalmente, o aumento da transparência no processo de prestação de contas aos acionistas relacionados ao negócio. Visa-se a entrada de um capital financeiro capaz de promover o crescimento sustentável da companhia.

A governança corporativa na prevenção de riscosA governança corporativa na prevenção de riscos

Em razão dos elementos que dão forma à governança corporativa, é válido afirmar que ela acaba por contribuir para com a minimização dos possíveis riscos que se manifestam, sobretudo, na hora de se investir em um determinado negócio. Devido a isso, a Bovespa criou índices necessários à avaliação da governança das empresas que participam do mercado acionário. Deve-se destacar que quanto maior for o grau de confiabilidade e transparência de uma determinada companhia, melhor será o seu posicionamento junto à Bovespa, e, assim, consequentemente, favorece-se o surgimento de novos acionistas.

Nesse contexto, torna-se válido ressaltar que apesar de o conceito de governança corporativo ser originário dos Estados Unidos, e, também, da Inglaterra, atualmente, este novo modo de encarar os processos empresariais deixou de ser exclusivo às duas nações, e, assim, diversos países já o incorporaram, inclusive o Brasil. Há algumas companhias brasileiras que já são adeptas à governança corporativa, como, por exemplo, a Petrobras, o Banco Itaú, as empresas de telefonia (como é o caso da VIVO e da Brasil Telecom) e a companhia aérea LATAM. Iremos apresentar, agora, alguns modelos de governança corporativa mais conhecidos.

  • Outsider System: neste modelo, como aponta o IBGC, os acionistas de um negócio são diversos e não fazem parte da rotina gerencial da empresa, e, desse modo, o principal foco é o mercado de ações, visando-se o aumento dos lucros dos investidores, que, por sua vez, são bastante atentos quanto ao retorno do capital investido;
  • Insider System: o IBGC propõe um segundo modelo de governança corporativa definido como Insider System. Ele tem como principal objetivo direcionar a potencialização dos ganhos de quem atua de modo efetivo para fomentar os resultados financeiros da empresa, e, assim, o foco da governança que opera a partir desse modelo é compartilhado pelos funcionários e parceiros, bem como pela comunidade externa;
  • Modelo Alemão: o sistema alemão de governança corporativa  compreende que nesta linha de governança corporativa não deve haver tanta influência dos acionistas, e, desse modo, a gestão é conduzida a partir de um acordo mútuo entre os diferentes níveis hierárquicos da empresa. O principal fator de influência são os bancos, visto que as empresas que adotam esse modelo são mais dependentes do crédito dessas instituições;
  • Modelo Latino-americano: o quarto modelo de governança corporativa é o latino-americano. Há, ainda, diversos pontos que precisam ser aperfeiçoados, sobretudo em razão do fato de que os pequenos investidores não possuem a mesma garantia de segurança que é oferecida aos grandes acionistas. Contudo, o modelo se mostrou bastante positivo nos últimos anos, sobretudo no quesito da busca pelo atendimento das demandas dos acionistas, e, principalmente, de outros agentes da cadeia gerencial.

Características e ferramentas comuns à governança corporativaCaracterísticas e ferramentas comuns à governança corporativa

A governança corporativa é composta a partir de oito (8) características elementares. Elas são indispensáveis para que a estratégia possa ser aplicada de modo eficaz na rotina do seu negócio. Elas são:

  • Participação: envolve as diversas camadas de uma companhia;
  • Estado de direito: permite a validação das normas, seguindo as leis de um Estado democrático;
  • Transparência: principal objetivo das empresas que aplicam a governança corporativa;
  • Responsabilidade: inclui todos os membros que integram a companhia, e, com isso, diferentes níveis hierárquicos;
  • Orientação por consenso: almeja-se a agilidade e melhoria dos processos;
  • Igualdade: evita-se situações de abuso de poder;
  • Eficiência: a aplicação da eficiência permite que o negócio cresça de forma sustentável;
  • Accountability – prestação de contas: respeita-se os acionistas e investidores a partir da prestação de contas de modo transparente e seguro.

Além das oito (8) características serem necessários ao bom desenvolvimento da empresa é, ainda, fundamental que o negócio seja capaz de controlar a sua gestão, e, para tanto, a governança corporativa conta com algumas ferramentas indispensáveis, sendo elas o Conselho Fiscal, o Conselho de Administração e a Auditoria Independente.

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