A governança corporativa é um processo que determina a maneira pela qual o seu negócio será administrado, e, assim, reflete, diretamente, na sua cultura, nas políticas e no regulamento interno. Em suma, visa a excelência em termos de gestão e estratégia empresariais. De forma resumida, pode-se frisar que a ferramenta se trata, ainda, da forma pela qual as empresas são dirigidas e controladas, e, então, a essência da governança corporativa é a transparência, priorizando-se, portanto, clareza nos atos, tanto para o público interno quanto para o externo.

Deve-se observar, também, que a transparência é um dos valores mais primordiais em uma companhia que se apoia na governança corporativa, independentemente do tamanho e do nicho mercadológico correspondente ao seu negócio. Isso se dá em razão do fato de que o mundo está cada vez mais globalizado, e, nesse sentido, não por acaso, a expressão governança corporativa tem sido cada vez mais evidenciada e colocada em prática. Desse modo, as organizações, a cada dia, interessam-se por seguir os seus preceitos. A governança possui relação direta com o modo pelo qual uma empresa compete no mercado.

Como a governança corporativa aprimora a gestão?Como a governança corporativa aprimora a gestão?

Boas práticas de governança corporativa complementam as estratégias de gestão empresarial, porém, adotar a governança corporativa como modelo não significa administrar conforme a maré, uma vez que não é porque uma empresa segue uma determinada linha com sucesso que as demais chegarão aos mesmos resultados. Entretanto, considerar esse sistema pode trazer à tona uma série de benefícios ao seu negócio. Na prática, as ações de governança corporativa têm potencial para transformar os princípios a ela ligados (transparência, equidade, accountability/prestação de contas e responsabilidade corporativa) em atitudes capazes de facilitar o acesso ao capital, e, assim, contribuem para com a longevidade do seu negócio, sobretudo quando aliada à uma boa gestão empresarial. 

O IBGC aponta, em um Código, as melhores práticas de governança. Elas devem alinhar os interesses, preservando o otimizando o valor econômico à longo prazo da organização. Tais práticas contribuem, então, para com uma maior qualidade da gestão. Nesse sentido, a governança aliada à uma boa gestão empresarial fomenta: (i) uma maior visibilidade de mercado; (ii) maior prevenção de problemas, erros e fraudes; (iii) facilidade ao captar recursos diversos; (iv) redução do custo do capital; (v) melhor desempenho em termos operacionais; (vi) há um maior controle das situações em que há abuso de poder, visto que as decisões não ficam nas mãos de uma única pessoa; (vii) evita-se o conflito de interesses; e (viii) impede o uso de informações privilegiadas por poucos interessados.

Como a governança aliada à boa gestão cria valor para o negócio?Como a governança aliada à boa gestão cria valor para o negócio?

Tendo conseguido criar um ambiente de negócios que respeite as regras propostas, a governança corporativa fomenta valores essenciais à preservação da imagem da marca no mercado, cujos reflexos aparecem dentro e fora das organizações. A questão da confiança nesse processo é de suma importância. Essa união pode atuar tanto na motivação quanto na produtividade das equipes, quanto no apoio a sócios e acionistas, e, ainda, nos interesses dos investidores, bem como repercute na própria competitividade da empresa no mercado. Lembre-se, sempre, de pensar a longo prazo, pois esse é um dos pilares da governança corporativa. Ao incluir o público interno, o ambiente e a sociedade, a empresa torna-se diferencial, o que é algo essencial para alcançar a sustentabilidade do negócio, pois, sem ela, a sobrevivência da empresa é colocada em risco desde a primeira crise.

Como implementar a governança corporativa de forma eficaz?Como implementar a governança corporativa de forma eficaz?

A primeira questão a ser colocada é: a governança corporativa cabe no meu negócio? Essa questão é pertinente, pois, afinal, as primeiras empresas a adotarem esse modelo de gestão foram as companhias de capital aberto, isto é, aquelas que negociam ações na bolsa de valores, por exemplo. Para que os acionistas tenham rendimentos interessantes, é fundamental que o negócio atinja não apenas uma boa performance financeira, mas deve, também, prezar por valores como a ética e a transparência, e, desse modo, qualquer notícia negativa sobre a sua empresa, o preço das ações é afetado, e, consequentemente, o seu valor de mercado. Isso não significa que a governança corporativa não é uma realidade das medidas e pequenas empresas. Todo negócio pode se beneficiar dos seus próprios princípios, porém, alguns terão vantagens adicionais em função não apenas do porte, mas de características do modelo de gestão.

Promovendo a governança corporativa na empresaPromovendo a governança corporativa na empresa

O principal desafio ao promover a governança corporativa em seu negócio parte da adesão à uma nova cultura, isto é, à uma nova postura, que se sustenta em um modelo de gestão (o de governança corporativa). Assim sendo, promover mudanças é de suma importância, tanto em termos de valores quanto de ações. Nesse sentido, a forma antiga de conduzir a companhia deve ser substituída, senão por completo, ao menos parcialmente. Caso você esteja preparado para dar esse passo, é fundamental que você siga três etapas. A primeira delas é a criação de uma hierarquia. Deve-se deixar claro quais são as pessoas que exercem os papéis de liderança na empresa, e, assim, os colaboradores devem saber exatamente a quem recorrer para alinhar as suas expectativas, definir tarefas e elencar prioridades.

A segunda etapa é a realização  periódica de reuniões. As reuniões entre os sócios, equipes e conselhos devem ser agendadas e realizadas com frequência. É o momento ideal, também, para criar e repassar diretrizes, definir o plano de ações e acompanhar o andamento dos projetos atuais. Por fim, na terceira etapa, é crucial que se crie um Conselho Administrativo e/ou Conselho Consultivo. Ele deve ser formado a partir de profissionais que inspiram experiência, assim como confiança. O ideal é que esse Conselho tenha, em média, de três a cinco componentes. Os membros do Conselho deverão trocar experiências, bem como dar sugestões necessárias à qualificação da gestão da empresa. Tais fatores são cruciais para que a governança possa complementar a gestão.

Terceiro Setor

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