A governança corporativa nasceu em razão da necessidade de as organizações abandonarem, de forma gradual, o modelo familiar, migrando, dessa forma, para um sistema que preza pelas participações acionárias ou de cotas. Tal situação acarretou uma separação cada vez mais acentuada entre quem detinha a propriedade das organizações e quem, de fato, realizava a gestão. Assim sendo, diferentes interesses, que, em muitas das vezes, são conflitantes, a relação entre os sócios, acionistas majoritários e minoritários, gestores estratégicos e os próprios caminhos tomados pela empresa para sobreviver no mercado deram origem à ideia de governança corporativa. São muitos os benefícios fomentados pela governança corporativa, contudo, tais práticas precisam ser empregadas da forma correta. É sobre esses benefícios que iremos conversar nesse post.

Os pilares da governança corporativaOs pilares da governança corporativa

Antes de se discutir sobre os benefícios que nascem em detrimento do bom uso das práticas de governança corporativa, deve-se abordar os caminhos para que esses benefícios sejam uma realidade em seu negócio. Nesse sentido, torna-se válido ressaltar que a adesão às boas práticas de governança corporativa eleva, ou seja, aumenta o valor da sociedade, o que facilita o acesso ao capital, contribuindo para com a sua longevidade. Contudo, ao mesmo tempo, os setores hierárquicos devem ser mais bem delimitados e integrados, bem como a prestação de contas precisa ser, de fato, transparente. Agindo dessa forma, a governança evidencia os benefícios sobre os quais iremos discutir mais adiante. Conheçamos, agora, as quatro bases da governança:

  • Transparência: o primeiro pilar da governança corporativa é a transparência. A ideia de transparência evoca a necessidade de tornar os processos, as decisões e a organização empresarial mais claros aos stakeholders, ou seja, às partes interessadas no negócio, e, desse modo, agir de forma transparente corrobora para com uma melhor reputação e evidencia-se mais confiabilidade ao negócio, bem como atua-se de forma ética e respeitosa para com a sociedade em geral;
  • Equidade: os stakeholders (ou qualquer grupo que esteja interessado no seu negócio), devem contribuir para com a expansão do negócio, e, para tanto, a discriminação deve ser deixada de lado, visto que tal atitude pode prejudicar a companhia, uma vez que restringe-se a atuação desses stakeholders. Uma forma de evitar tal situação é a instauração de programas que promovem a igualdade de gênero, pois, assim, padronizou-se as oportunidades existentes, a fim de fomentar uma gestão justa e igualitária para todos;
  • Prestação de contas (ou accountability): apresenta-se as movimentações de recursos de forma clara, acessível, legível e transparente, e, desse modo, é papel da gestão assumir sua responsabilidade pelos acertos e erros, pois os stakeholders querem obter retorno. Nesse sentido, estreita-se os laços de confiança e mantém-se o compliance fiscal e jurídico;
  • Responsabilidade corporativa: preza-se pela longevidade do negócio e é nesse pilar que se sustenta a ideia de sustentabilidade empresarial. Assim sendo, adota-se medidas equilibradas e compromissadas com a sociedade e o meio ambiente. É uma forma de atender às exigências dos consumidores que estão mais ativos politicamente e desejam que as empresas sejam ambientalmente responsáveis.

Desenvolvimento sustentável das empresasDesenvolvimento sustentável das empresas

Um dos benefícios proporcionados pelas boas práticas de governança corporativa é o desenvolvimento sustentável. Tal ideia abrange dois vieses: visa-se a sustentabilidade do negócio a partir de boas práticas de governança, uma vez que tais atitudes contribuem para com a melhora da performance econômica, bem como para com a obtenção de resultados mais confiáveis para os acionistas e investidores, e, por outro lado, indica a capacidade de a empresa se manter economicamente viável, prezando pela continuidade e pela evolução e expansão de suas atividades. Mantém-se o progresso por tempo indeterminado.

Aumento da confiabilidade do empreendimento junto a investidores e acionistasAumento da confiabilidade do empreendimento junto a investidores e acionistas

Outro benefício fomentado pelas boas práticas de governança é o aumento da confiabilidade do seu negócio perante os investidores e acionistas. Isso se dá em razão do fato de que se a empresa trabalha com mais transparência, adotando, portanto, práticas apropriadas, eleva-se a confiança dos stakeholders, pois, afinal de contas, é melhor apostar em uma empresa que preza pela segurança, ética e potencial de retorno. A B3 (Bolsa Brasil Balcão) criou níveis para analisar a governança empresarial. Quanto mais elevado for o seu nível de transparência e confiabilidade, melhor será o seu posicionamento na bolsa de valores, o que atrai a atenção dos acionistas.

Elevação do potencial para entrada de capital financeiroElevação do potencial para entrada de capital financeiro

Eleva-se a atratividade do seu negócio no mercado de ações quando se investe em governança corporativa, pois mais acionistas e investidores estão propensos a investir na sua companhia. Esse é um dos principais objetivos da governança, pois permite-se, ao negócio, desenvolver-se de forma sustentável, o que é uma vantagem competitiva no mercado atual. Percebe-se que todos os benefícios estão bastante interligados, e, desse modo, é impossível alcançar um objetivo sem que se obtenha impactos em outros setores e é por esse motivo que a governança corporativa apenas toma forma a partir de um conjunto de práticas e não como uma atividade isolada.

Por que a governança corporativa é vantajosa?Por que a governança corporativa é vantajosa?

Caso você ainda não esteja convencido de que investir em governança corporativa é, atualmente, a melhor estratégia para garantir a sobrevivência do seu negócio a longo prazo, iremos listar mais alguns dos principais benefícios fomentados por esse conjunto de práticas. Eles são:

  • Converter princípios, missões, valores e outros conceitos abstratos em ações concretas e efetivas.
  • Alinhar os interesses de diversos stakeholders, como acionistas e executivos, para que se definam os melhores objetivos estratégicos para a organização.
  • Descentralização da tomada das decisões estratégicas e mais transparência em sua motivação.
  • Preservar o valor da organização em longo prazo, garantindo sua longevidade econômica de forma sustentável.
  • Promover uma gestão organizacional de qualidade e que facilite o acesso aos recursos e as fontes de financiamento necessários para seu crescimento.
  • Melhoria da imagem da empresa e valorização de sua marca.
  • Em empresas familiares, promover a capacitação e a escolha de herdeiros e administradores adequados para o negócio.

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Terceiro Setor

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