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Logística ganha inovação com as logtechs

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Tecnologia de ponta é aplicada em toda a cadeia de logística por meio de startups

Acompra de um produto pela internet ou mesmo em uma loja física exige uma cadeia logística para que a mercadoria seja entregue no prazo estipulado e em perfeitas condições. Em uma sociedade em que o delivery torna-se cada vez mais parte do cotidiano, empresas desenvolvem sofisticados mecanismos para evitar transtornos, desde a compra da matéria-prima até a entrega final.

As logtechs são startups do setor de logística que procuram melhorar e otimizar toda a cadeia de deslocamento de mercadorias e matérias-primas por meio da inovação tecnológica. No setor de cargas, por exemplo, diferentemente de uma transportadora tradicional, a logtech foca nas soluções para melhoria da entrega de uma determinada empresa e não na execução da entrega em si.

Ou seja, a logtech não é, necessariamente, proprietária da frota de veículos, mas presta serviços de tecnologia de ponta aplicados ao setor de transporte. Ela pode, por exemplo, desenvolver um plano de entregas que inclui adequação de rotas, ocupação dos caminhões, plano para o trabalho dos motoristas e consumo de combustível. Tudo isso para a entrega ser mais rápida e eficiente, garantindo a segurança do transporte e dos condutores.

O mesmo raciocínio vale aos aplicativos de entrega de comida, uma das áreas que mais cresceram entre as logtechs nos últimos anos. As startups de entrega receberam mais de 70% dos US$ 1,3 bilhão captados pelas logtechs desde 2011, segundo estudo do Distrito, entidade que faz mapeamentos de startups no Brasil. De acordo com a entidade, em 2020 foram catalogadas 283 startups na área de logística no país. Os setores que mais se destacam são entrega de alimentos, logística reversa e marketplace.

“É indiscutível a importância do papel das logtechs para a evolução do modelo de gestão da logística, principalmente no Brasil”, explica Priscila Carvalho, sócia-líder de Logistics & Fulfillment da EY.  “E não estamos falando somente de gestão de transporte, como, por exemplo, os famosos ‘APPs de motoristas’. Vemos diversas soluções de visibilidade, roteirização e co-share de ativos”, completa.

Por outro lado, diz Priscila, ainda há poucas soluções voltadas para a gestão de pedidos integrada com a decisão de entrega (Order Management+Delivery Optimization), principalmente para o e-commerce. “No caso de suprimentos, o que também vemos com bons olhos são soluções para rastreabilidade e controle de origem, principalmente para atender requerimentos de qualidade e sustentabilidade”, diz a consultora.

“As logtechs são fundamentais para que a gente consiga atender às necessidades do nosso mercado com agilidade e praticidade. Aqui na Veloe, nos plugamos em diversas startups, como Parkaz e Zapay, para conseguir acelerar ainda mais o ecossistema de mobilidade e logística, abrangendo cada vez mais serviços à nossa solução”, explica Mauro Telles, superintendente de produtos B2B da Veloe, unidade de mobilidade da empresa Alelo e que tem um braço voltado para a logística, gestão de frotas e fretes.  “Dessa forma, geramos ainda mais inovação e desenvolvemos um produto cada vez mais completo aos nossos clientes, aumentando nosso alcance e cobertura”, completa Telles.

Opinião semelhante é de Carlos Pulici, diretor de Operações e TI da Simpress: “As logtechs chegaram para trazer mais inovação ao mercado logístico no Brasil, principalmente em termos de infraestrutura e segurança para as empresas. Atualmente, o segmento está muito aquecido e os clientes estão cada vez mais em busca de serviços que apresentem mais agilidade no dia a dia nas operações das companhias”

A Simpress, empresa especialista em outsourcing de equipamentos e soluções de TI, investe em logística e contrata as startups com o objetivo de melhorar o atendimento aos clientes no processo de logística. “Atualmente podemos terceirizar, alugar ou contratar sob demanda quase tudo que está ao nosso redor, tanto no mundo corporativo como no nosso dia a dia pessoal. Temos no, nosso celular, aplicativos de empresas que nos trazem alimentação pronta, cuidam da higienização das nossas roupas, nos transportam de um lado para o outro, cuidam de nossos pets, entre outros”, diz Pulici.

 

Fonte: EY

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