Estudo mostra que propósito é um dos fatores que o cliente considera na escolha de um investimento

Diversidade, propósito social e compromisso ambiental aliados ao histórico de desempenho de ativos e de gestores são um dos focos de investidores brasileiros ouvidos pela Global Wealth Research, da consultoria EY. O estudo, realizado a cada dois anos, entrevistou 2.500 clientes de 21 países, sendo 49 do Brasil e 114 da América Latina, no último trimestre de 2020. Esta foi a primeira vez que o tema foi destacado pelos entrevistados no país.

“Propósito é um dos fatores que o cliente se atenta na escolha de um assessor de investimentos. No grupo de millenials (geração de pessoas nascidas entre o início das décadas de 1980 e 2000), a agenda ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa, traduzido do inglês) tem um destaque ainda maior porque é uma geração mais embandeirada e que luta muito mais por causas. Ela entra no mercado financeiro de investimentos buscando o propósito”, explica Daniella Cury, diretora-executiva de serviços financeiros da EY Brasil.

Quando questionados se os esforços de diversidade e inclusão de um gerente de patrimônio são importantes ao avaliar uma empresa, 78% dos brasileiros classificaram como relevante, enquanto 48% dos entrevistados globais e 70% dos latino-americanos concordaram com a afirmação. Sobre o interesse em problemas ambientais, o desmatamento lidera entre os brasileiros (63%) e latino-americanos (60%), mas é pouco considerado pelos respondentes globais (19%).

“No Brasil, o item que mais se destacou na área de propósito foi o desmatamento. É um problema muito nosso. A emissão de carbono teve um peso muito maior entre os clientes globais. Mas eles não têm uma Amazônia, então essa agenda é mais forte para nós”, salienta Daniella. Orientação sexual, gênero, raça, religião, etnia, acessibilidade e educação também foram temas apontados como preocupação na hora de investir. “Como estão na pauta do dia a dia das pessoas, faz sentido que os investimentos também tenham esse olhar.”

De acordo com a executiva, a própria indústria financeira provocou a busca por investimentos atrelados ao propósito. “Não é que o cliente está pedindo e o mercado não tem nada para oferecer. Várias casas de investimento estão divulgando fundos focados em fundos verdes ou ligados à Amazônia, por exemplo. E quando se faz propaganda, acaba gerando o interesse do cliente”, afirma.

A pesquisa também apontou que 57% dos entrevistados brasileiros afirmaram ter ficado mais avessos ao risco por conta da pandemia. Já no âmbito global, esse receio foi mencionado por 43% das pessoas ouvidas. “Com a pandemia, o brasileiro tem a sensação de que precisa guardar dinheiro, economizar e proteger o seu patrimônio. Antes da pandemia, na pesquisa de 2019, os empresários estavam mais propensos a experimentar novos investimentos. Agora, houve uma retraída.”

CLIQUE AQUI para acessar o recorte Brasil da pesquisa.

 

Fonte: EY

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Terceiro Setor

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