Fundação Banco do Brasil (Fundação BB) e a Universidade Zumbi dos Palmares (UZP) firmaram, no início de 2025, uma parceria com foco na cidadania, inclusão e empoderamento da população negra. Entre as ações, destaca-se o curso gratuito de formação em trança afro-brasileira e beleza, lançado este mês em São Paulo, com a meta de capacitar 600 mulheres negras até o final do ano.
A iniciativa integra o projeto Qualificação de Empreendimentos de Beleza Estética em Periferias de Grandes Cidades, com apoio da Fundação BB. A formação acontece na sede da Universidade Zumbi dos Palmares, no bairro Ponte Pequena, e contempla 24 aulas divididas em três módulos, com conteúdos teóricos, práticos e administrativos.
“A perspectiva é oferecer à população negra um conhecimento mais aprofundado nas áreas da estética e beleza, assim como capacitar tecnicamente a juventude no horizonte do empreendedorismo e conquista de mercado e autonomia”, afirmou, em nota à imprensa, Luciana Bagno, diretora de Desenvolvimento Social da Fundação BB.
Para o reitor da UZP, Prof. Dr. José Vicente, a parceria é uma oportunidade concreta de transformação.
“O trabalho que estamos iniciando é uma possibilidade criada pela Fundação Banco do Brasil, que se junta a nós na crença de que o conhecimento na estética e na beleza é uma ação poderosa para ajudar os nossos alunos a mudarem suas vidas”, ressaltou.
Reconhecida oficialmente como profissão desde 2023, a atividade de trancista tem ganhado espaço como alternativa de geração de renda e empreendedorismo.
“Este curso é um meio de promoção e transformação na vida dessas mulheres que buscam formas de aumentar sua renda, o que impacta positivamente tanto elas quanto suas famílias”, destacou Raphael Vicente, diretor acadêmico da universidade.
Uma das alunas do curso, Patrícia do Couto Saito, veterana da UZP e moradora de Itaquera, vê na formação uma chance de alcançar independência financeira. “Quero me aprofundar nas técnicas de tranças. É uma profissão que pretendo seguir e empreender”, contou.
Além das técnicas de trançar, as aulas também abordam o reconhecimento dos diferentes tipos de cabelo e noções de gestão de negócio. “Além das técnicas de trançar, o curso também ensina a identificar os tipos de cabelo e como gerir o próprio negócio. O objetivo é formar 600 mulheres como trancistas profissionais até o final deste ano”, reforçou Raphael Vicente.
Fonte: Observatório do Terceiro Setor